Caminhar em dezembro

Ando pelas ruas exausta e feliz. Duas palavras amigas, não são opostas nem contraditórias, não mesmo. Ando com uma dormência gostosa de sentir nas pernas, amortece. Ando com os braços cansados do peso da mudança que carregavam. Agora livres. Olhos entreabertos. Longas piscadas em que se fica segundos de olhos fechados sentindo a brisa vindo de encontro ao rosto. Deito atrapalhada e espatifada na grama fofa, descanso. Me sinto agradecida, verdadeiramente. Ansiosa, pelo que vem à frente.

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Filed under cambalhotas sentidas

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